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domingo, 10 de abril de 2011

O silêncio


(Imagem: Silêncio; Autor desconhecido)


Cinge-me o corpo, etéreo manto
O reflexo abstrato do vazio,
O calar das notas vibrantes
Quais compunham o estrugido.
Que outrora se ouvia em montes,
Ecoando por campos verdejantes,
Dando alento e abrigo aos sonhos.
Resta agora apenas o calar,
Dum copo vazio em minha frente,
Uma porta que se acha destrancada
E a certeza que ninguém irá entrar.



Rio de Janeiro, 21 de julho de 2010.




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