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sexta-feira, 8 de julho de 2011

A dança das letras


(Imagem; A Leitora de Jean-Honoré Fragonard)



Eu quero a leveza das letras
Quais livres de leis se põem a bailar.
Por vezes se unem faceiras
Suscitam palavras de lerna e de mar.

Almejo a beleza dum verso
Que o ledo ardor me faça sentir,
O beijo sereno da brisa
Trazendo o sabor da musa a dormir.

Espero que desses dedos
Nasça o poema que irá descrever
O adejar dum pássaro negro
Qual cala sua ária sob alvorecer.

Não quero somente o belo,
As flores flamantes sob o sol,
Pois reina sorrateiro o flagelo
Na ambigüidade do arrebol.

Abraço as letras que fremem,
As lívidas cores do inverno
E vivas retumbam perene
Lancinante agrura de meu inferno.






                                                                                                                                                                            Rio de Janeiro, 29 de junho de 2011.


3 comentários:

  1. Seja rosa ou seja espada, seja poesia que nos arrebata!

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  2. Wellington

    Tanta beleza na leveza das tuas palavras...
    Lindo poema!

    Um abraço

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  3. Vivo nessa dança das letras literalmente, no profissonal e no emocional.

    ZZ

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