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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Arquiteto de ruínas






Arquiteto de ruínas sou,
Tão avesso as construções
Amargando ao coração
Que por abrigo me tomou.

Atando-me a pobreza
De minha parca mente
Ao olhar que vem dolente,
D’onde só resta a aspereza.

Contento, sinto ao ver o marrom,
De folhas a se lançarem de árvores
Caindo solenes e breves,
Por ter do verde perdido o tom.

Sublimo o céu que cinza
Reflete o que trago dentro,
O sentir de leve afila,
Não desfruto de proventos.

Portanto andando vou,
Tão avesso a emoções
Decrépita construção
Arquiteto de ruínas, sou!



Rio de Janeiro, 22 de Fevereiro de 2010.

Um comentário:

  1. Juntando os cacos do caos é que se formam novos mosaicos.
    Desfazer-se é preciso, às vezes.

    Saudações poéticas, meu caro.

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