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sexta-feira, 3 de junho de 2011

Vozes




Vozes



Pelos degraus das cores
A vida se impôs exaurível
No falar que surgia da voz
De um translúcido vagante.
Não pelo tom elegante
Ou pelo bailar de belas letras,
E sim por trazer no vago peito
A esperança no amanhã.

Também saltou fervilhante
Com opulento som bravio
Da voz a soar marulhante
Em um temeroso idílio,
Onde os versos que o ungia
Eram as lâminas de fio fino
A retalhar o amor de outrora
O espalhando pelo chão.

Viu-se por estes degraus
Um sentimento a sucumbir,
O fremir da hostilidade
E o voar de pensamentos,
Porém o que esteve tácito
Em meio ao afago do vento
Foi o sorrateiro adejar
De um uníssono lamento.




Rio de Janeiro, 27 de maio de 2011.

2 comentários:

  1. Aqui neste blog eu me sinto seguro nas poesias que leio, são de qualidade! Adicionei o seu blog no meu como indicações de leitura.

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  2. Lendo de novo! Vozes lentas são lamentos ou cansaços de tanto serem ditas...

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